sexta-feira, 4 de dezembro de 2020
sábado, 29 de agosto de 2020
A Parabólica
Tão logo a Tv foi deixando de ser um luxo para poucos, a parabólica passou a ser o novo objeto de consumo. E adquirimos uma em 95, um ano após a aquisição da Tv em cores. Em se tratando de novelas o SBT e a Manchete eram o grande frisson, após a Globo. Foram dias de vertigem, essa nova fase de acesso ao mundo televisivo. Carrossel estava em reprise, não sei bem em que altura, mas vi boa parte da história. Era muito bom chegar da aula, de manhã, e assistir. Chapolin, Chaves e Domingo Legal eram as demais febres. Tocaia Grande estava começando, mas, como era muito tarde e inadequado para mim e eu não assistia. Me arrepiava todo ao ouvir Oswaldo Montenegro cantando "O veeentoooo...", rsrs.
A Pausa
Foi lá pelos idos de 1993, houve uma alteração nas transmissões de TV para o interior do meu estado e a Globo simplesmente saiu do ar nas antenas convencionais, ficando em seu lugar a Band. Os interessados que não tivessem TVs mais modernas deveriam adquirir um aparelho conversor de UHF, foi algo semelhante à implementação da Tv digital, não estou a par do contexto nem encontrei nada sobre. Como meu pai não gostava de novela e em qualquer canal passava telejornal ficamos sem o acesso, o que pra mim foi um baque. Como ainda era "difícil" ser criança no início dos anos 90, na zona rural do Nordeste ! Perdi o final de Renascer (já vendo passar as chamadas de Fera Ferida), assisti somente o início de Olho e Sonho Meu, perdi títulos como Direito de Amar e Rainha da Sucata no Vale a Pena Ver de Novo...enfim, foi um lacuna somente sanada somente depois da internet e com falhas. Em consolo assistia Anos Incríveis e Confissões de Adolescente, na Cultura, algo que de certa forma foi bom, mas não se comparava às novelas. Por volta de um ano depois meu pai comprou a tão sonhada tv (em cores ! ) e pude terminar de assistir Tropicaliente, A Viagem e Pátria Minha, já havia começado a ver, bem depois do início, numa casa próxima, onde haviam comprado antena parabólica. Perdi Fera Ferida inteira só pude ver em 2015, no Viva, assim como Rainha da Sucata. Direito de Amar ainda continua na vontade, só vi no novelão do Vídeo show.
domingo, 23 de agosto de 2020
Como Tudo Começou
No início era uma imposição, só havia uma TV em casa (coisa que nem todos possuíam) e a programação oficial era a dos adultos. Meu pai fora um pioneiro, quando, no final dos anos 70, num rincão sem energia elétrica, no Nordeste, adquiriu uma TV e a fazia funcionar conectando em uma bateria de automóvel. Durante muito tempo isso foi uma atração, mas quando eu nasci e tomei consciência das coisas já havia algumas outras Tv's nas imediações e a energia elétrica também estava perto de vir. Deste período de trevas lembro de uma prima mais velha me levando para assistir, numa casa próxima, uma novela que cuja heroína era uma moça de nome Cláudia. Na nossa casa a bateria da TV estava descarregada, vejam só ! Eu adorava esse nome - Cláudia- e algum tempo depois pude ver essa trama no Vale a Pena Ver de Novo: Fera Radical. Aí lembro também do meu pai vendo na nossa casa uma que tinha uns homens "horríveis", muito maquiados e com perucas que eu não conseguia entender. Tinha horror àquilo. Hoje sei que se tratava de "Que Rei Sou Eu?". No geral a TV era ligada mais à noite e praticamente para assistir o jornal. Enfim veio a eletricidade e com ela foi embora a necessidade de usar pouco a TV, economizar a bateria. Até então acho que eu dormia muito cedo ou meu pai não estava ligando a TV, ultimamente, por que não tenho lembranças do período entre "Que Rei Sou Eu?" e a chegada da luz, quase dois anos depois. Este fato coincidiu com o completar da minha interação com a realidade, aos sete anos, e tudo ficou mais nítido, tanto à minha volta como em mim. A Globo era o canal oficial. Às 18:00 estava passando "Barriga de Aluguel", às 19:00 "Lua Cheia de Amor" e às 20:00 "Meu Bem Meu Mal". No Vale a Pena Ver de Novo: "Top Model".


